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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Rede Teatro da Floresta exige que o poder público, estados e municípios, da Região Norte destinem a verba da Lei Aldir Blanc urgentemente

 

Rede Teatro da Floresta exige que o poder público, estados e municípios, da Região Norte destinem a verba da Lei Aldir Blanc urgentemente

A Rede Teatro da Floresta, com fazedores nos setes estados da Região Norte, vem a público exigir urgência dos entes públicos, Estados e Municípios, na destinação dos recursos da Lei Aldir Blanc, afinal trata-se de uma lei emergencial e que tem por objetivo salvar os trabalhadores, as trabalhadoras e toda a cadeia produtiva da cultura.

Somos uma região profunda e rica, com culturas muito diversas, como indígenas (na complexidade dos seus diversos povos), quilombolas, ribeirinhos, com comunidades de povos da floresta, de rios e das cidades. As práticas culturais da região estão apartadas dos grandes centros e relegadas ao abandono dos poderes públicos locais, a prova disso é que o CUSTO AMAZÔNICO (anexo) votado como prioridade nas Conferências Nacionais de Cultura nunca foi posto em prática.

Atualmente, devido a pandemia do COVID-19, todas as nossas atividades culturais estão paradas e não temos ideia de quando será nosso retorno. Em uma articulação nacional inédita, os artistas conseguiram fazer com que o Estado brasileiro destinasse 3 bilhões do Fundo Nacional de Cultura à cadeia produtiva e a todos os trabalhadores e trabalhadoras de cultura do país. Esses recursos são nossos por direito e não devem retornar aos cofres da União, pois impossibilitará a continuidade dos nossos fazeres artísticos. Cabe ressaltar que os Municípios que não entregarem seus planos de execução na Plataforma +Brasil, negligenciarão nosso fazer e responderão por omissão de receitas (Lei 101/2000). Quem tem fome tem pressa. Os artistas têm urgência. Exigimos a aplicabilidade dos recursos em toda Região Norte, só assim continuaremos a produzir arte em nossa região.

O tempo passa e o descaso continua. Por isso, em nossa busca por políticas públicas culturais, insistimos em nossa afirmação de uma década atrás, em nossa Carta Pororoca (2010):

A Rede Teatro da Floresta busca uma biopolitica construída por artistas/articuladores do Teatro da Amazônia. A Rede entende que o Brasil, com todas as suas instituições e mecanismos de políticas culturais para as artes do teatro, não poderá continuar míope quanto aos artistas do norte do país e suas poéticas e procedimentos cênicos, e principalmente, deixar de reconhecer o que significa o CUSTO AMAZÔNICO do fazer cultural/teatral em nossa região, implicando uma compreensão das dimensões histórica, geográfica, sócio-política, econômica e imaginária de nossa terra e tribos.

Que se cumpra.

16 de outubro de 2020


REDE TEATRO DA FLORESTA

 

APOIAM:

1.       Teatro Ruante - Porto Velho/RO

2.      Grupo Xingô - São Paulo/SP

3.      Trupe será o Benedito- Caicó/RN

4.      O Imaginario -Porto Velho / RO

5.      Grupo Manjericão - Porto Alegre/RS

6.      Teatro Imaginário Maracangalha - Campo Grande MS

7.      Companhia Opinião - SP

8.      Teatro em Trâmite - Florianópolis/SC

9.      Nativos terra rasgada - Sorocaba/SP

10.  Nucleo Aclowndemia de Palhaçaria - Sorocaba/SP

11.  Cia. Estável de Teatro - São Paulo/SP

12.  Grupo TAMTAN - Tanquinho-Bahia.

13.  Grupo Pombas Urbanas - São Paulo/SP

14.  Grupo Teatro de Caretas / CE

15.  Trupe Olho da Rua /Santos-SP

16.  Grupo TIA / Canoas-RS

17.  Grupo teatral Hemisfério

18.  Coletivo de Artistas, Produtores e Técnicos em Teatro do Amapá-CAPTTA

19.  Centro de experimentação artístico e Cultural encanto dos alagados-AP                                                         

20.  Cirquinho do Revirado Criciúma SC

21.  Grupo de Teatro De Pernas Pro Ar - Canoas RS

22.  Mamulengo Rasga Estrada - Presidente Prudente - SP

23.  Coletivo Fulô - Crato - CE                                             

24.  ERRO Grupo - Florianópolis - SC

25.  Trupe Circuluz - Olinda - PE

26.  Palhaço Piruá - Natal - RN

27.  Grupo Máscaras - Guaranésia - MG

28.  Grupo Rosa dos Ventos- Presidente Prudente SP

29.  Núcleo Sem Drama Na Cia da Cabra Orelana - São Paulo SP

30.  Bojiganga de Artes - São Paulo- SP

31.  Esquadrão da Vida - DF

32.  Cia de Teatro Madalenas - Belém-PA

33.  Cia Vulcânicas - São Paulo - SP

34.  Cia Lamparim de Circo e Teatro - Quixeramobim – CE

35.  CHAP - RJ

36.  Grupo Cutucurim - Angra dos Reis-RJ

37.  Corpos & Sombras - teatro e circo - São Leopoldo-RS

38.  Grupo Mãe da Rua - São Paulo

39.  Grupo A Pombagem / Salvador-Ba

40.  Cia Circunstancia -  Belo Horizonte/MG

41.  Brava Companhia/sp

42.  MARL – Londrina / PR

43.  Teatro Widia - Santos/SP

44.  Flor e Espinho - Campo Grande/MS

45.  Escarcéu de Teatro- Mossoró/RN;

46.  Grupo Olho Rasteiro - Curitiba/PR

47.  Cia LaCasa – Maceió/AL

48.  Gira Cia Andante - Migu el Pereira/RJ

49.  Teatro de Rocokóz - SP/SP

50.  Rué La Companhia- Guarulhos/SP

51.  Circovolante - Mariana/MG

52.  Circo Pratodos.- Mariana/MG

53.  Cia Colcha de Retalhojs SP/SP

54.  MiraMundo Produções Culturais (MA)

55.  Companhia Cultural Ciranduís - Janduís/RN

56.  Árvore Casa das Artes - Vitória/ES

57.  Teatro Itinerante RJ (Marcondes Mesqueu)

58.  Como La em Casa Teatro & Cia Bella - São Paulo

59.  Brava Companhia - São Paulo/SP

60.  Bando GolíardXs - São Paulo/SP

61.  Circo Teatro Capixaba - Divino de São Lourehnço/ES

62.  Grupo GRUTTA - Tangará da Serra/MT

63.  Cia. Fábrica SP - Peruíbe/SP

64.  Lacarta Circoj Teatro de Rua - ES

65.  O Buraco  d'Oraculo  - São  Paulo/SP

66.  Licko Turle PELE NEGRA - Salvador/BA

67.  CIA DE TEATRO NU ESCURO/GOIANIA-GO

68.  Grupo OffSina Rio de Janeiro- RJ

69.  Teatro de Trincheira / Caraguatatuba - SP

70.  Edmilson Santini - Cia Teatro Em Cordel

71.  Grupo Mãe da Rua - São Paulo

72.  Mamulengo Sem Fronteiras - DF

73.  Povo da Rua - Porto Alegre/RS

74.  Os Mamatchas - Morón/Buenos Aires

75.  Salmonela Urbana Cia- Curitiba-PR

76.  Bonita Lampião - São Paulo

77.  Som na Linha - P. Prudente/SP

78.  Grupo Put's de Teatro - Toledo/PR

79.  Será O Benedito?! / RJ

80.  Movimento PaCultura - Porto Velho/RO

81.  Thiago Maziero - Músico e produtor cultural - Porto Velho/RO

82.  Movimento Pró Cultura - Rondônia

83.  Marfiza Calixto de França - Musicista e produtora - Rondônia

84.  Walterlina Brasil - Diretora do Núcleo de Ciências Humanas da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

85.  Rafael Altomar - Porto Velho/RO

86.  Selma Pavanelli - Porto Velho/RO

87.  Marina Quinan - Las Cabaças- PA

88.  Juliana Balsalobre -Las Cabaças- PA

89.  Projeto Roda na Praça - Manaus / AM

90.  Maiara Rio Branco AsAguadeiras  - Acre

91.  Amanda Schoenmaker - AsAguadeiras- Acre

92.  Criart Teatral - Boa Vista/RR

93.  Romana Melo - Belém/PA

94.  Antoniele Xavier - Macapá/AP

95.  Jamile Soares Porto Velho/RO

96.  Stephanie Matos – Porto Velho/RO

97.  MAB - Movimento Atingidos pela Barragem - RO

98.  CEVA - Cia Eventual de Artes - Rio Branco/AC

99.  Cia. Garatuja de Artes Cênicas/ Ac

100. Everton silva - Mestre Arrepiado - Acre

101. Eurilinda Figueiredo - educadora, articuladora e ativista cultural - Rio Branco/Acre

102. Instituto Madeira Vivo

103. Espaço Cultural Maloca Mura de Nazaré

104. Elizeu Braga - Casa Arigóca - Porto Velho

105. Frente Brasil Popular/RO

106. Ângela Cavalcante  - Atriz e diretora de Teatro - Porto Velho/RO

107. Grupo Quebracabeça - Porto Velho/RO

108. Marlúcio Emídio - Ator - Porto Velho/ RO

109. Suani Corrêa – Palhaços Trovadores – Belém/PA

110. Alessandra Nogueira – Palhaços Trovadores – Belém/PA

111. Companhia Paraense de Potoqueiros - Belém/PA.

112. Espaço das Artes de Belém - Belém / PA.

113. Associação de Teatro de Parauapebas- PA.

114. Grupo T.E.I.A. Belém/Pa.

115. Cia. Oliver de Teatro. Belém/Pa.

116. Cia. Teatral Nós Outros. Belém/Pa.

117. Grupo teatral Asas da Liberdade, turma do sorriso/ doutores sorridentes/ grupo teatral, turminha de jesus/ Instituto Cultural Hozana Lopes de Abreu/ Marabá Pará

118. Companhia de Cultura L'os Fulanos. Oriximiná-PA.

119. Cia. Panada de Teatro - Tucuruí/PA.

120. Grupo de teatro GARAGEM TEATRAL - Tucuruí/PA.

121. Coletivo Curupiranhas - Bragança-PA;

122. Grupo de Teatro Palha - Belém do Pará.

123. GITA - Belém do Pará.

124. Cia. Theatro de Performances e Espetáculos - Belém/Pa

125. Dirigivel Coletivo - Belém/Pa

126. Associação Cultural Palhaços Trovadores-Belem/Pa

127. Grupo Limítrofe -Belém/PA

128. Bambare arte e Cultura Negra/AFAIA Belem-PA

129. Grupo de Teatro Olho d'água - Santarém -PA.

130. Grupo de Teatro de Bonecos Novos Nheengaíbas - Soure

131. Grupo Folhas de Papel - Belém - Pa

132. Cia teatral Bom Intento- Bujaru PA

133. Trupe de Teatro FLÔR DE LYZ - Ananindeua PA

134. Companhia em Educação e Cultura Ludico-Arte  - Capanema PA

135. Cia de Teatro Kizomba - Bujaru-PA

136. Coletivo Alumiá e Mulheres na Técnica PA

137. "Kira" Rycley Bruce - Projeto Nimassa - Santarem/PA

138. Elder Aguiar- Grupo de Teatro Olho d'água - Santarem/PA

139. Maria Thaís - diretora teatral - São Paulo/SP

140. Ana Cristina Colla -, Lume- Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais -UNICAMP

141. Milena Marqeus - Nascedouro Gestão Cultural, São Paulo/SP

142. Alexandre Roit - São Paulo - SP.

143. Jefferson Fernando Carneiro Alexandrino da Igreja / Grupo de Teatro T.E.M (Teatro Experimental do Mosqueiro) -  Belém/PA

144. Leandro Pansonato Cazula - Projeto Iurupari, Grupo de Teatro, Santarém/PA

145. Maria Rita Costa da Silva-Rio Branco/AC

146. Luciano Flávio de Oliveira,  Trupe dos Conspiradores, Porto Velho/Rondônia.

147. Raimundo Nonato Tavares, Companhia Vitória-Régia/Manaus Amazonas

148. Guilherme Henrique Brito Vieira | Grupo de Teatro 'Motirõ de Teatro' ,Gurupi/TO

149. Keila Silva - Celeiro Cultural , Ji-Paraná/RO

150. Maria da Conceição Gomes dos Santos., Grupo Iurupari, Santarém/PA

151. Juliana Gontijo, As Graças, São Paulo/SP

152. Lucas Alcides Justino- Grupo de Teatro Um Ponto Dois - Palmas/TO

153. Cícero Belém Filho | Cia de Teatro Fernanda Montenegro | Palmas - TO

154. Claudio Barros - Belem/PA

155. Luiz Evandro Rodrigues Barbosa (palhaço Pimenta) - Coletivo Circo Tapajós,  Santarém/Pará

156. Fernanda Haucke, Cira Mor, São Paulo/SP

157. Cibele Forjaz, Cia Livre/ SP

158. Eliana Bolanho , Cia Teatral As Graças -São Paulo/SP

159. Eduardo Brasil / Cia 22:22 Teatro e Dança/ SP

160. Ana Clara Amaral/Cia 22:22 Teatro e Dança/SP

161. Jonas Santos Estevão/ arte de Rua Botucatu/ São Paulo

162. Lucenildo Soares Lima - Monte Alegre/PA

163. Roberto Borovik (Borô) - Alter do Chão, Santarém / PA

164. Auristela C.Castro

165. Francesco Zigrino - diretor teatral - Bolonha/Italia

166. Lamira Artes Cênicas - Palmas/TO

167. Annieli Valério, Uirapuru Cultura e Comunicação, Oriximiná/Pará

168. Leandro Oliva- Projeto Palco - São Paulo/SP

169. Aline Sasahara, documentarista, São Paulo/SP

170. Juliana Jardim, Ensaios Ignorantes, São Paulo/SP

171. Celso Maldos, documentarista - São Paulo/SP

172. Rosival Dias de Sousa. Cururim e Cia - Santarém/PA

173. Carlos Francisco - Grupo Folias D'arte - São Paulo/SP

174. Byanca Andréa

175. Grupo Cordão Encantado do Repente, Rio Branco/Acre

176. Giovanna Parra - Produtora, São Paulo/SP

177. Leandro Chaves Araujo, Rio Branco/AC

178. Jefferson Paiva de Sousa, Coletivo Tapajônico, Santarém/Pará

179. Doutores sorridentes

180. Val Oliveira/ grupo teatral Asas da Liberdade, Marabá  Pará

181. Panorando Cia e Produtora/Coletiva de   Palhaças/Cacompanhia Manaus-AM

182. Kelly Vanessa nunes de Sousa- Manaus/AM

183.  Kelly Lima, Circo di SóLadies/SP

184. Tatá Oliveira, Circo di SóLadies/SP

185. Veronica Mello, Circo di SóLadies/SP

186. Grupo GPT – Rio Branco/Acre

187. As Aguadeiras – Rio Branco/Acre

188. Cia. Expressão de Teatro – Rio Branco/Acre

189. Grupo do Macaco Prego da Macaca e Barulho do Acre – Rio Branco/Acre

190. Associação Cultural Artística Locômbia Teatro de Andanças - Boa Vista Roraima

191. Cia Art Teatro. Companhia, Meio Fio- Boa Vista Roraima

192. Fórum de Artes Cênicas - Boa Vista Roraima

193. Federação de Teatro do Acre - FETAC

194. Cia. Visse e Versa de Ação Cênica - Rio Branco – Acre

195. Associação de Teatro de Santarém - ATAS - Santarém - PA

196. Grupo Teatral Kauré - Santarém/PA

197. In Bust Teatro com Bonecos - Belém-PA

198. Rafael Barros - Porto Velho/Guajará-Mirim - Rondônia

199. Taiane Sales - Porto Velho/Rondônia

200. Grupo de Teatro e Pesquisa Papa Xibé - Santarém (PA).

201. Everton silva - Mestre de Capoeira Arrepiado - Acre

202. Companhia de Cultura L'os Fulanos. Oriximiná-PA

203. Associação de Teatro de Parauapebas - Pará

204. CIa. Eventual de Artes Rio Branco Acre

205. Lúdico-Arte - Capanema PA

206. Movimento Cultural Desclassificaveis - AP

207. Zecas Coletivo de Teatro - Belém - PA

208. Soufflé de Bodó Co. - Manaus - AM

209. Trupe de Experimentação e Investigação em Artes -TEIA/PA

210. Zenital Produções - RO

211. Projeto Roda na Praça - Manaus/AM

212. Coletivas Xoxós - Belém/PA

213. Cia de Artes Evolução-Porto Velho/RO

214. Cia Teatral MeioFiu / Roraima-RR

215. Cia Arteatro /Boa Vista - RR.

216. Cordão Encantado do Repente/Rio Branco Ac

217. Cia. Sorteio de Contos - Belém/Pa

218. Grupo Experimental de Artes Vivarte Acre e Casa de Cultura Vivarte - Acre

219. Fórum de Artes Cênicas de Roraima

220. Tata Pacheco Arte-Belém/PA

221. Carolina Di Deus - Acre

222. Karimme Silva, Belem/PA

223. Nalzar O Portal das Artes Acre Kuran

224. Ancaca - Arte na Comunidade a Ceu Aberto, Marabá/PA

225. Espaço Cultural Kauré - Santarém – PA

226. Rede Brasileira de Teatro de Rua

227. Fórum Permanente do Teatro do Pará

228. Adailtom Alves Teixeira – Professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) – Porto Velho/RO

229. PAKY`OP – Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade do Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

230. Jussara Trindade Moreira – Professora da Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

231. Alexandre Mate – professor da Universidade Estadual Paulista – Unesp

232. Alexandre Falcão de Araújo - professor da Universidade Federal de Rondônia

233. Fernanda Azevedo - Coletivo Comum – São Paulo/SP

234. Luiz Eduardo Frin – Professor de teatro - São Paulo/SP

235. Andressa Batista – Produtora cultural – Porto Velho/RO

236. Beatriz Georgopoulos Calló - Coletivo Comum – São Paulo/SP

237. Laura Melamed Barbosa – Grupo de Pesquisa Amorada - São Paulo/SP

238. Simone Carleto - Grupo de Pesquisa Amorada

239. Flávio Melo - Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada - Sorocaba/SP

240. Rodrigo Morais Leite - professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA)

241, Ivanildo Piccoli Brincantuar CNPq Ufal

242. Valdete Sousa teatro Wankabuki RO

243. Coletivo Indígena Mura de Porto Velho

244. EspaçoCultural: Casa de Cultura Vivarte- AC

245. Mawaca - São Paulo

246. Iberê Guaraní M'byá

247. Karla Martins - atriz e produtora cultural

248. Hundu Shãwã articulador, Cacique Geral Ac

249. Instituto Cultural Ajuri no (INCA), Parintins-AM

250. Marcos Moura - Gestor e Produtor Cultural, Parintins-AM

251. Elgle Alves Artur Manchineri, Rio Branco-AC

252. Francis Mary Alves de Lima - poetisa, Rio Branco - Acre.

253. Nalzar o Portal das Artes – Acre

254. Berenice Perpétua Simão-  Professora, Bailarina;  Porto Velho,  RO

255. Cléber Barros Moura - Dramaturgo, cenógrafo e professor de teatro - Rio Branco/AC

256. Alessandro Gondim - Escritor - Rio Branco/AC

257. Kelvin Illitch Silva Santos - Artista - Rio Branco/Ac

258. Eldo Carlos Gomes Barbosa Shanenawa /Rio Branco – AC

259. Ricardo Dantas - escritor - Boa Vista-RR

260. Mestre Artesão de Ofício Darlindo Oliveira do Pará

261. BÀBÁ EDSON CATENDÊ cantor, ator, dramaturgo, produtor cultural e Mestre tradicional de matriz afro brasileira - Belém-Pará

262. Isabelle Amsterdam realizadora Audiovisual- Rio Branco/AC

263. Carolina Di Deus, atriz, palhaça, cantora e produtora cultural

264. Glauber Jansen, músico, compositor e produtor cultural/AC

265. Concita Maia - Instituto Mulheres da Amazônia/IMA

266. Patricia Helena Costa Silva/AC

267. Camila Cabeça/ Acre e Pará

268. AFAIA/ESPAÇO CULTURAL ARAUARA- PARÁ

269. Deia Palheta / coordenadora Pto. De Cultura Iaçá/ Musicista e compositora; Profa. Da UFRA-PA

270. Jéssica Vulcão/ Acre  

271. Delton Cruz – Educador e Gestor Cultural - PA  

272. Pedras - compositor, produtor musical e instrumentista RN/AC

273. Edmilson Figueiredo - Produtor Cultural / poeta / compositor / cinegrafista – Brasília

274. Diego Brito – Músico, educador musical e produtor cultural - Taquarussu do Tocantins – TO

275. Laurene Ataíde - Socióloga, Produtora Cultural, Coordenadora Pto. de Cultura Ninho do Colibri/Museu dos Pássaros/Belém/PA

276. Associação Cultural Artística Locômbia Teatro de Andanças - Boa Vista/RR

277. Las Cabaças - Santarem-PA

278. Grupo de Teatro e Pesquisa Papa Xibé - Santarém (PA)

279. Grupo de Teatro Palha - Belém do Pará

 

 

 

ANEXO

CUSTO AMAZÔNICO

 

            Existe uma região no Brasil composta por indígenas, europeus, asiáticos, negros africanos, caboclos e nordestinos brasileiros migrados, e principalmente, e quase totalmente, por uma mistura-mesclada de todos os outros citados, o "Homo amazonius", ser humano adaptado ao seu território.

            Formada pelos sete Estados da região norte, mais parte do Maranhão e parte do Mato Grosso, esta região, Região Geoeconômica da Amazônia ou Complexo Regional Amazônicoocupa 59% por cento do território desse país, cerca de 5,1 milhões de quilômetros quadrados de barreiras geográficas, que obriga o ser humano adaptado a, dentro de um único Estado, levar 32 horas de viagem fluvial para ir de um município a outro, sem opção terrestre ou aérea. Ou, dentro de um único município, percorrer 900 km de um distrito até a sede urbana, por terra (digo, lama), sem opção fluvial ou aérea.

            Ser humano adaptado a apenas duas estações: a de poeira, no verão, e a de lama, no inverno, se estiver em área terrestre, e a de lama, no verão e de muita água, no inverno, se for ribeirinho. O Clima equatorial úmido, predominante na região, gera altas taxas de precipitação pluviométrica. No verão chove todo dia, no inverno chove o dia todo. Em qualquer das situações, terá que enfrentar a malária, a dengue, a leishmaniose, e, a cada novo período de lama, o aumento de cerca de 40% no preço dos alimentos e medicamentos que podem ser comprados (se tiver onde comprar). Quem tem equipamentos eletrônicos ou qualquer outro bem com um mínimo de sensibilidade à umidade, necessita de um estado permanente de manutenção ou perda total de documentos, objetos, acervos.

            Em centenas de lugarejos e comunidades de dezenas de municípios paga-se muito e arrisca-se a vida para simplesmente ir e vir, pois as únicas vias de acesso são os rios e igarapés da maior bacia hidrográfica do planeta, com quatro milhões de quilômetros quadrados só na Amazônia brasileira. Os barcos, meios de transporte predominantes na região, no geral, não tem equipamentos de segurança, a maioria não possui coletes salva-vidas, proteção contra o escapamento de fumaça do motor e nem contra o eixo de funcionamento (gerando um dos índices mais elevados de escalpelamento do mundo), sem conforto e limpeza. Ainda assim, é caro. O diesel que alimenta esses barcos sai de São Sebastião (SP) e percorre de 6 a 10 mil quilômetros para ser consumido e, nisso, entre navios, barcos, caminhões e muitos dias de viagem, gasta 10 milhões de reais, transformando-se no diesel mais caro do país.  

            Esse mesmo diesel torna a energia 5 vezes mais cara na região, pois é gerada em usinas termelétricas alimentadas...pelo diesel, que, além, jogam no ar, por ano, o equivalente a toda a frota de veículos da cidade de São Paulo no mesmo período. Com essas condições, existem distritos, comunidades e até regiões da Amazônia brasileira sem energia elétrica. Também, no trecho amazônico da transamazônica, 66% da população não tem água encanada e 27% não tem instalações sanitárias.

            O ser humano adaptado, mesmo o mais adaptado, com toda a certeza prefere condições mais adequadas de vida. Disse adequadas. Ele não precisa de um prédio de apartamentos, nem de um carro do ano, alguns nem de trabalho precisam, pois já tem, mas de condições sanitárias melhores, comodidades que a energia elétrica estável permite, água encanada, médico, escola, arte, reconhecimento cultural. Os governos, sem disposição política de chegarem até essas pessoas, passaram anos estimulando o êxodo e hoje 73% da população amazônida vive nas cidades. Estes enfrentam problemas semelhantes aos das cidades do sul e do sudeste do Brasil (bolsões urbanos de desemprego, violência, drogas, sobrevida), mas, sem infraestrutura. Os outros, mais adaptados, que por algum motivo continuam na floresta ou nas beiras de estradas e de rios, sobrevivendo da pesca, do extrativismo vegetal ou da agricultura familiar, parecem ter menos direitos sociais de cidadania que os das cidades (eles não vivem nas cidades mesmo).

            Sim, as políticas públicas no Brasil apresentam vários problemas. Mas, para a Amazônia, submetem o amazônida a um processo econômico que não o considera, não considera as características da região e, por conseguinte, não respeita a sua cultura. Repete experiências que deram certo noutros contextos culturais e naturais, concebe povo e natureza como primitivos e atrasados. A idéia de desenvolvimento sustentável, que considera o meio e seu sujeito, insere suas necessidades presentes e prevê condições futuras, não é essencial nessas políticas, aparece limitada a alguns programas de alguns órgãos dos setores ambientais. Ou seja, a grandeza, a riqueza e a diversidade da floresta são reconhecidas, mas o ser humano que a habita, não.

            Falemos então dos custos disso. Esta região possui o 3º Produto Interno Bruto do Brasil (perdendo para o Centro-Sul e para o Nordeste), com uma economia baseada no extrativismo animal, vegetal e mineral. Algumas multinacionais estão instaladas na região, sobretudo na serra dos Carajás (Pará), de onde se extrai parte do minério de ferro do país. Alguns pólos industriais se destacam na região, a saber, o Pólo Petroquímico da Petrobras, com extração de petróleo e gás natural nos poços de Urucu, em Coari/AM, o Pólo Industrial de Manaus (PIM) e o Pólo de Biotecnologia, também em Manaus. O PIM fabrica a maioria dos produtos eletrodomésticos brasileiros valendo-se de uma política governamental de isenção de impostos.

            Ainda que Manaus seja o terceiro Estado brasileiro em PIB per Capita, com R$ 13.534, Belém, Boa Vista e Palmas estão entre os do fim da fila, com R$ 4.875, R$ 4.749 e R$ 4.392, respectivamente. No ranking do Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Estado que chega mais perto do topo é o Mato Grosso, em 11º lugar. Vai seguido sequentemente pelo Amapá, Amazonas, Rondônia, Tocantins, Pará, Acre e Roraima. O Maranhão é o penúltimo. O Acre tem o município líder na taxa de analfabetos: 60,7% dos 4,45 mil habitantes de Jordão não sabem ler ou escrever.

            (Para falarmos um pouquinho de teatro, segundo o Anuário de Estatísticas Culturais, publicado pelo MinC em 2009, a Região Norte tem 46 teatros, perde para todas as regiões. Não vou nem falar dos 689 teatros do Sudeste. Os últimos cinco Estados da lista em quantidade de teatros são do Norte. A maioria dos equipamentos teatrais da região, senão todos, fica nas capitais. Palmas (TO), por exemplo, tem um teatro para 220 mil habitantes).

            Considerando que isso seja resultado de uns quatro séculos de exploração em favor das metrópoles e da nação, ainda é um lugar onde o de fora aponta o que deve ser valorizado e explorado, indica o tipo de cultura apreciável, mostra o que se esperar para o futuro. Uma história de anulação da identidade cultural do ser humano da região, uma imposição de valores. Assim, Região Geoeconômica da Amazônia ou Complexo Regional Amazônico, entrou nesse século com sua identidade cultural em risco de desaparecimento, substituida por uma imagem estrangeira de exotismos, sem um projeto firme de desenvolvimento adequado à sua gente e à sua diversidade de expressão.

            Há uma situação a ser reparada, cuja responsabilidade é da nação. Há um reconhecimento a ser deflagrado sobre as possibilidades de um ser moderno, integrado à natureza, mesmo que em centros urbanos, sujeito da sua própria cultura (no caso dessa região, pela diversidade, diremos: culturas), capaz de escrever sua história. Atitude de grandeza humana para além de detrimentos entre regiões e sim de completude de uma expressão nacional. O "Homo amazonius" deve apontar seus próprios modelos, com o respeito e o reconhecimento das demais populações brasileiras.

População da Amazônia em 2009 (estimado) 24.728.438

 

Fontes:

Revista Veja Especial Amazônia, editora Abril, ano 42, setembro 2009. http://veja.abril.com.br/especiais/amazonia/index.html

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=354

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_estados_do_Brasil_por_IDH#IDH_Renda

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142002000200008 Amazônia: uma história de perdas e danos, um futuro a (re)construir. de Violeta Refkalefsky Loureiro  (mestre em Sociologia pela Unicamp, doutora em Sociologia pelo Institut des Hautes Études de l'Amérique Latine (Paris) e professora da Universidade Federal do Pará).

http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/10/cultura_em_numeros_2009_final.pdf

http://www.amazonia.org.br/

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Um argentino na Amazônia

 

Adailtom Alves Teixeira[1]

 

Alejandro Ulises Bedotti nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1954. Estudou na Escuela de Teatro em La Plata. Veio ao Brasil na década de 1970, passando pelo Rio de Janeiro, conheceu Ângela Cavalcante, parceira de arte e, por muitos anos, de vida. Mesmo separados, a parceria permaneceu. Ambos chegaram em 1979, quando ainda era Território, passando antes por Rio Branco/AC para ministrar uma oficina de teatro. Eram anos de chumbo, mas a ditadura já se esboroava e se encaminhava pro seu final.

Alejandro Bedotti - Arq. Talia Cavalcante

Em 1980, Bedotti foi trabalhar no Sesc/RO, mas, por desacordos de quem comandava aquela instituição naquele período, foi demitido ainda no mesmo ano. Então, seguiu em viagem por outros estados da Região Norte e depois por países da América Central com o Grupo del Silencio. Retornando em 1981, quando da mudança de status de Rondônia, de Território para Unidade Federativa – mais uma estrela na bandeira brasileira.

Bedotti é mímico, diretor e dramaturgo e juntamente com a atriz Ângela Cavalcante criou em Porto Velho os grupos Cipó e Quebracabeça. Teço aqui um pequeno comentário sobre sua faceta de dramaturgo, destacando um de seus textos, Pedros e Pedros na conquista do Eldorado. A dramaturgia toma como estrutura um outro texto, Aquele que diz sim e aquele que diz não de Bertolt Brecht (1898-1956), que por sua vez se baseou em uma lenda chinesa. Como cantou Chico Buarque em Rebichada:

Essa história é mais velha que a história

Dos tempos de glória do velho barão

Quem não sabe de cor essa história

Refresque a memória e preste atenção

Não sou eu quem repete essa história

É a história que adora uma repetição

Uma repetição[2]

 

Assim, as estruturas vão se repetindo, mas se transformando. Na história de Bedotti a trupe de artistas abre o espetáculo contando de onde tiraram a ideia que vão apresentar, falam do autor alemão e afirmam epicamente: “Nas coisas da dialética / o negócio é dialogar”. O texto se vale da poesia popular, é todo ele rimado. Desde o início a conquista do Eldorado e para quem ele se destina está anunciado, como bem “informa” ou vende a personagem Radialista:

Atenção senhores ouvintes

Do Norte  do país nos chega uma notícia sensacional

Se quiser enricar é só ir para Eldorado

Que não vai se dar mal

Troque seu chimarrão por uma mandioca

E sua chinoca por uma cabocla! (BEDOTTI, s.d., p. 1-2)

 

O material datilografado a que tive acesso apresenta, por meio de manuscritos, diversas indicações da montagem, como o uso de cartazes, momentos que entra a música, nome de atores e atrizes (Ângela Cavalcante e o poeta Mado, por exemplo), trechos que foram cortados na encenação e com quantas pessoas é possível realizar a montagem: três atrizes e três atores.

A história, como já está claro, é sobre as terras prometidas aos colonos, uma promessa de riqueza certeira, mas a coisa ocorre de maneira bem diversa. Muitos são os Pedros que para cá vieram, muitos disseram sim aos desmandos. No momento que aqui chegaram Bedotti e Ângela, esse processo de migração estava a pleno vapor, tratava-se de “integrar para não entregar”, como diziam os militares. Muitos dos colonos, como a personagem Pedro da peça, ganharam mesmo foi malária e sofreram os descasos das autoridades. Para o autor, em sua peça, trata-se da repetição de uma tradição, que faz com que se repita as coisas sem questionar os desmandos. Como já cantou Tom Zé, na canção Senhor cidadão, “com quantos quilos de medo se faz uma tradição?”[3] Na peça, em uma interrupção, ao modo épico brechtiano, os atores se dirigem ao público e afirmam:

A tradição foi bolada

Para ninguém dizer nada

Não criticar, não responder

Nem contestar nem piscar.

Ela foi feita pra isso,

Pra dar força aos senhores

Poderosos, detentores do poder (BEDOTTI, s.d., p, 7).

 

Assim foi o primeiro ato, que mostrou Pedro e sua família no processo migratório. Um Pedro que não questiona, que apenas diz sim. No segundo ato a história vai se repetindo, porém se desdobra em um não, Pedro enfrenta as autoridades, rompendo com a tradição. A Chinoca, personagem da esposa, afirma:

A gente se junta aos outros,

E diz não a esses doutores,

Que é assim que se faz

Contra esses infratores

Da liberdade do homem

Que trabalha pra viver (BEDOTTI, s.d., p. 14).

 

E vão às pessoas, juntando-as, somando-se os colonos, criando um grande coro. Junto, em coletivo, Pedro agora pode afirmar: “Senhor autoridade/ a resposta aqui é NÃO! / a toda esta situação” (BEDOTTI, s.d., p. 15).

O texto encerra pedindo ao público que reflitam sobre o sim e sobre o não na sociedade, até como forma de enfrentar o medo dos poderosos. A temática, como se vê, continua atual. Uma peça que tomou a estrutura de um autor alemão, escrita por um Argentino, para refletir a realidade histórica rondoniense. Ao final da peça, como artista também come, eles passam o chapéu, o que demonstra outra faceta daquele momento: a relação com o público de uma cena em construção.

Ângela Cavalcante em Alejandro Bedotti na Bolívia
Década  de 1970 - Arq. Talia Cavalcante

Em 1986, Bedotti publica um texto no jornal O Imparcial, intitulado “Hoje tem espetáculo?”. O mote, tomado de empréstimo do circo, serve, na verdade para fazer um apelo aos intelectuais da cidade para se somarem à luta dos artistas de teatro na formação de público. Além de citar alguns espetáculos criados naquele ano e outros já quase prontos para estrear, uma clara revelação de que havia seriedade na cena, afirmava Alejandro Bedotti:

Estes espetáculos criados e montados por artistas locais são o reflexo da seriedade com que o Teatro está sendo encarado de um tempo para cá. Os grupos têm a preocupação de criar e recriar (independente de leis) a realidade do homem Humano, o essencial, o profundo, o verdadeiramente artístico. Sabe-se que para uma obra ser completa, deve percorrer  três momentos indispensáveis: o momento da autoria, o da montagem e [a] própria apresentação, ou seja, o da participação do público. Curiosamente, esta trilogia não funciona em nossa cidade. Há o autor, há o ator, mas cadê o público? (1986)

 

De lá para cá, muito tempo se passou, exatamente 34 anos, muita água já rolou por debaixo dessa ponte, ainda há dificuldades na cena teatral local, mas, no geral, não falta público. Não sabemos e não podemos afirmar que seja por causa de intelectuais, mas com certeza é fruto da luta de Alejandro Bedotti e de Ângela Cavalcante. O texto aqui discutido, torna patente essa busca de diálogo com o público e com a realidade local.

 

PS

Finalizei esse texto na noite de 18 de agosto de 2020, enviei para Ângela Cavalcante às 21:24 por WhatsApp, pedindo que conferisse e lesse para o Alejandro Bedotti. Ela me informou que ele havia falecido às 20:15, portanto, não poderia mais ler o texto para ele. A cena teatral rondoniense perde o dramaturgo, o mímico, o diretor; a sociedade, o psicólogo; familiares e amigos, perdem pai, amigo, parceiro. Vá em paz!

 

 

Bibliografia

BEDOTTI, Alejandro. Hoje tem espetáculo? In: O Imparcial. Porto Velho, 23 de dezembro de 1986, s.p.

_____. Pedros e Pedros na conquista do Eldorado. Texto datilografado. s.d.

BUARQUE, Chico. Rebichada. Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/86038/#album:os-saltimbancos-trapalhoes-1981 Acesso em: 18/08/2020.

ZÉ, Tom. Senhor cidadão. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tom-ze/164912/ Acesso em: 18/08/2020.



[1] Professor no Departamento de Artes da Universidade Federal de Rondônia; doutorando em Artes pelos Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP); mestre em Artes pela mesma instituição; autor do livro Teatro de Rua – identidade, território, pela Giostri Editora; ator e diretor teatral.

[2] BUARQUE, Chico. Rebichada. Disponível em: https://www.letras.mus.br/chico-buarque/86038/#album:os-saltimbancos-trapalhoes-1981 Acesso em: 18/08/2020.

[3] ZÉ, Tom. Senhor cidadão. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tom-ze/164912/ Acesso em: 18/08/2020.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Esclarecimentos aos artistas e à FUNCULTURAL

 

 

O documento público do PaCultura questionando a Funcultural (Fundação Cultural de Porto Velho) em relação aos valores a que a arte e a cultura da cidade têm direito, geraram algumas dúvidas. Este texto visa esclarecer àqueles/as que possam ter ainda alguma incerteza.

O primeiro ponto a se esclarecer é com relação ao uso de apenas partes dos recursos a que tem direito os/as artistas (primeiro documento do PaCultura). A informação veio dos próprios membros do PaCultura que fazem parte do Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC) ou que frequentaram a última reunião. Cabe destacar que as reuniões do Conselho SÃO ABERTAS, conforme Artigo 42º de seu Regimento (publicado no Diário Oficial dos Municípios do Estado de Rondônia em 29/11/2019, p.105-109). Portanto, qualquer artista pode participar desses encontros, tendo direito a voz, no entanto, o direito a voto é apenas dos conselheiros. Além disso, os conselheiros de cada setorial são a ponte entre o poder público e os demais artistas. Na última reunião do CMPC a Funcultural propôs destinar apenas R$ 900.000,00, sendo que tem direito a 3,5 milhões de reais, conforme tabela da Confederação Nacional de Municípios (pode ser acessado aqui). Se ainda houver dúvidas em relação à Lei, aqui pode ser encontrada uma matéria bem esclarecedora.

Outra dúvida que levantou-se é com relação à questão do veto presidencial e ao Decreto de Regulamentação, apesar deste ainda não ter saído, outras ações podem ser realizadas pelos municípios, até porque a Plataforma  Mais Brasil já está aberta para receber o cadastro e a movimentação dos recursos será realizada por esta plataforma (veja aqui e aqui). Veja o que diz uns dos responsáveis pela articulação nacional na construção da lei (aqui.)

No canal do YouTube Emergência Cultural há diversos vídeos esclarecedores (aqui), seus articuladores estão desde o início participando e realizando debates com artistas, parlamentares e gestores de todo o Brasil. Além disso, a relatora da Lei na Câmara, a deputada Jandira Feghali, apresenta em seu site um guia da Lei Aldir Blanc (aqui). Mas há outras cartilhas disponíveis na internet (como essa aqui).

Last but not least, precisamos, como artistas, acompanhar as ações do poder público, exigir transparência e cobrar para que a Lei Aldir Blanc seja efetivada para que os recursos cheguem às mãos de quem tanto precisa e está a meses sem fonte de renda. O Movimento PaCultura está organizado como sociedade civil e continuará acompanhando esse processo e convida a todas e todos os artistas que queiram se juntar ao coletivo. Somos um movimento horizontal composto por artistas das mais diversas linguagens artísticas. Some conosco!

Movimento PaCultura – Porto Velho, 12 de agosto de 2020.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

PORTO VELHO, EXECUTE A LEI ALDIR BLANC INTEGRALMENTE. É URGENTE!!!

 

PORTO VELHO, EXECUTE A LEI ALDIR BLANC INTEGRALMENTE. É URGENTE!!!

 

É com um misto de indignação e constrangimento, que o Movimento PaCultura tomou conhecimento da notícia sobre a aplicação da Lei Aldir Blanc no município de Porto Velho. Esta Lei veio para amparar, minimamente, os segmentos culturais da capital neste momento de calamidade.

Segundo se divulgou junto ao Conselho Municipal de Cultura e orquestrado pela FUNCULTURAL, o poder público abdicou de sua competência, dispensando aproximadamente R$2.600.000 (dois milhões e seiscentos mil reais). Além de confusa, essa comunicação tem gerado cruel aflição entre as categorias artísticas, há quase seis meses em estado de penúria.

Os termos da Lei Aldir Blanc são claros: cabe ao município, por meio da Funcultural, duas ações objetivas: (a) contemplar os espaços culturais e (b) contemplar os editais setoriais. Não há desacordo jurídico em relação a tais pontos.

Porém, de forma irresponsável e arbitrária, o poder público municipal "optou" por dispensar o valor total de R$3.500.000,00 (três milhões e quinhentos mil reais) a que a cultura local tem direito e visa disponibilizar exclusivamente aos Editais Setoriais, no máximo, R$900.000,00 (novecentos mil reais). Gostaríamos que houvesse uma maior publicidade quanto a essas questões, pois a transparência faz parte dos princípios da administração pública e é fundamental para o melhor entendimento dos artistas-cidadãos.

Nossa revolta está na falta de medidas emergenciais por parte da FUNCULTURAL. Muitos artistas passam necessidades e estão sem condições de realizarem seus trabalhos, enquanto o poder público busca fugir às suas responsabilidades. Precisamos de medidas para diminuir o  impacto social e haverá recursos para isso.

A Lei Aldir Blanc é uma lei de Emergência Cultural, mas atinge a toda sociedade. Os artistas, os espaços e grupos culturais necessitam. Não há razão para fugir à responsabilidade pública em favor da barbárie, convertendo os/as produtores/as culturais em mendicantes.

Esta Lei está amparada no estado de calamidade pública (Decreto Legislativo nº 6, 20/03/2020), e suas consequências são bem conhecidas, diante dos números de uma tragédia açodada pelo poder público: já superando os 100 mil mortos.

Pretende-se tornar os artistas uma rima, inserindo-os nesta estatística?

 

EXIGIMOS QUE SE APLIQUE INTEGRALMENTE A LEI ALDIR BLANC NO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO!

Movimento PaCultura - Porto Velho, 10 de agosto de 2020.