O coletivo Oficina de Teatro surgiu, de fato, a partir de um processo formativo desenvolvido no Sesc Rondônia, em Porto Velho, durante a década de 1980, quando a unidade ainda funcionava na Rua Gonçalves Dias. A iniciativa nasceu como uma oficina teatral cujo núcleo inicial era composto por L. C. Marinho, Geraldo Cruz e Ângela (cujo sobrenome Marinho não se recordou).
Desse primeiro movimento estruturou-se o núcleo principal do grupo, formado por L. C. Marinho, Mário Zumba, Ana Pereira, Arlênio Miranda e Ery Oliveira, mantendo atividades contínuas entre 1984 e 1990. A estreia ocorreu em 1985, com o espetáculo Do Grito à Canção. Na sequência, o coletivo realizou montagens como A Oncinha Bilú, Os Vizinhos, O Banheiro, Soprando no Vento, Gran Circo Caravana e Cemitério dos Esquecidos, este último revisitado em diferentes versões e lembrado com especial carinho por Marinho.
Em 1988, já em sua terceira montagem de Cemitério dos Esquecidos, o grupo conquistou o Festival Estadual de Teatro, garantindo a representação de Rondônia no Festival Brasileiro de Teatro Amador (FBTA/88). Embora o desempenho no evento nacional não tenha alcançado o mesmo destaque, aquele ano marcou uma mudança decisiva: o rompimento institucional com o Sesc e a continuidade do coletivo como grupo independente.
Em 1990, já atravessando um
processo de dispersão interna, a trupe realizou uma última remontagem de Cemitério
dos Esquecidos, encerrando suas atividades no mesmo ano. Um aspecto
singular de sua trajetória, além de ter surgido dentro do Sesc, o Oficina de
Teatro — diferentemente de outros grupos atuantes naquele período — nunca
integrou a Federação de Teatro Amador de Rondônia (FETEAR).

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