O objetivo do blog é reunir material acerca do teatro praticado na cidade de Porto Velho, em Rondônia e na região Norte. O blog está ligado à linha de pesquisa "Memórias da Cena Amazônica" do Grupo de Pesquisa PAKY`OP - Laboratório de Pesquisa em Teatro e Transculturalidade: praxis, reflexões e poéticas pedagógicas, da Universidade Federal de Rondônia e está registrado no CNPq. Artigos e matérias assinadas não representam a opinião do coordenador do blog. Outras redes: https://linktr.ee/adailtom
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
A ARTE CÊNICA EM RONDÔNIA
domingo, 23 de fevereiro de 2025
Políticas Públicas para a Cultura: o caso do teatro
Adailtom Alves Teixeira
A arte existe porque a vida não basta.
Ferreira Gullar
A cultura é um dos pilares
fundamentais para a construção da identidade de um povo, e o teatro, como uma
das expressões artísticas mais antigas da humanidade, desempenha um papel
crucial nesse processo. Porém, o modo de produção que regula nossas vidas não é
muito favorável a algumas artes, por isso mesmo é importante ressaltar que nem
tudo cabe no mercado, e o teatro, em particular, é uma linguagem que ainda
mantém forte vínculo com o artesanal, o humano e o coletivo. Desse modo,
depende essencialmente do apoio público para sua sobrevivência e
desenvolvimento. As políticas públicas voltadas para a cultura são fundamentais,
especialmente para o teatro, mas ainda padecemos de políticas estruturantes,
apesar do direito assegurado na Constituição Federal. Investir em arte e
cultura é caminhar na direção de uma sociedade mais inclusiva e reflexiva.
O teatro é uma arte milenar
que transcende o entretenimento. Ele é um espaço de diálogo, de questionamento
e de descoberta de aspectos profundos do humano. Por meio da linguagem teatral,
somos convidados a refletir sobre nossa existência, nossa história e nossa
relação com o/a outro/a e o mundo. No entanto, essa forma de arte não se
sustenta apenas pela lógica do mercado. Diferentemente de produtos culturais
massificados, o teatro não gera lucros expressivos, mas é essencial para a
formação crítica e sensível dos/as cidadãos/ãs. É aqui que as políticas
públicas se tornam indispensáveis, garantindo que essa linguagem artística
continue viva e acessível para todos/as.
Um exemplo emblemático de
política pública bem-sucedida nessa área é o Programa de Fomento ao Teatro
para a Cidade de São Paulo. Criado em 2002, esse programa foi pioneiro ao
destinar recursos especialmente para grupos teatrais, permitindo que coletivos
artísticos mantivessem suas pesquisas e produções. O programa não apenas
capilarizou o teatro pela cidade, levando espetáculos para regiões periféricas,
mas também fortaleceu a cena teatral paulistana, tornando-a uma das mais
vibrantes do país. Ao investir em grupos, o programa reconheceu a importância
do trabalho coletivo e da continuidade das pesquisas artísticas, que são
fundamentais para a evolução da linguagem teatral. No entanto, o programa vive
sob constante ataques, especialmente nos governos de direita.
A necessidade da arte é
intrínseca ao ser humano. Buscamos a beleza, a reflexão e a conexão com o/a
outro/a, e o teatro nos oferece isso de maneira única. A arte é diversão, mas
não é só isso, é também conhecimento, é um modo de vivenciarmos uma
experiência, de nos completarmos por meio do/a outro/a. a arte nos permite
explorar outras perspectivas, questionar verdades estabelecidas e nos
reconhecer na diversidade das experiências humanas. Serve para que critiquemos
o mundo existente e possamos imaginar outros mundos possíveis. Por isso, mais
uma vez, a arte não pode ser submetida exclusivamente à lógica do mercado, que
tende a priorizar o lucro em detrimento da diversidade e da qualidade de vida.
O Estado tem um papel crucial em garantir que a arte seja acessível e plural,
sem se restringir aos interesses comerciais.
Além disso, o investimento
público em cultura gera impactos positivos que vão além do campo artístico.
Quando um festival de teatro é realizado, por exemplo, os recursos circulam por
diversos setores da economia local: restaurantes, hotéis, transportes e
comércio em geral são beneficiados. Diferentemente de outras áreas, onde o
investimento público pode gerar concentração de riqueza, na cultura os recursos
são distribuídos de maneira mais democrática, promovendo o desenvolvimento
econômico e social. O investimento em cultura pode ser revertido de muitas maneiras,
afinal cidadãos/ãs cultos/as, custam menos para o Estado em outras áreas, como
a da saúde, pois se cuidam melhor, cuidam melhor da cidade e do patrimônio
público. Em geral nos miramos em outras sociedades, elogiando sua cultura, mas
pouco conhecemos acerca dos investimentos desses países em arte e educação.
A relação entre arte e
educação é um ponto crucial. Ambas precisam do olhar especial do Estado, pois
são fundamentais para a formação de cidadãos críticos e conscientes, por isso
mesmo estão asseguradas na Constituição Federal brasileira. Submeter a arte e a
educação à lógica do mercado é correr o risco de excluir aqueles/as que não têm
acesso a recursos financeiros, perpetuando, portanto, desigualdades. O teatro,
em particular, é uma ferramenta poderosa de educação, capaz de incluir e
empoderar indivíduos e comunidades. Logo, se o teatro não muda a realidade, pode
mudar os sujeitos e estes podem engajar-se para transformar sua cidade. Ao logo
da história o teatro sempre foi uma poderosa ferramenta pedagógica na
transformação de valores, como exemplo basta citar dois momentos históricos,
primeiro entre os gregos na antiguidade clássica, bem como na ascensão da
burguesia como classe hegemônica na modernidade.
Mais uma vez, a arte é um
elemento central na constituição da identidade local. Quando pensamos em um
lugar e sua gente, o que nos vem à mente é sua cultura: suas tradições, suas
expressões artísticas, sua maneira única de ver o mundo. O teatro, como
expressão cultural, contribui para a construção dessa identidade, refletindo as
particularidades de uma comunidade e ao mesmo tempo conectando-a ao universal.
Políticas públicas que fomentam o teatro e as demais artes estão, portanto,
investindo na preservação e na valorização da identidade cultural de um povo. O
campo das artes é a última trincheira que nos separa da barbárie, por isso
mesmo, em momentos extremos os artistas são sempre os primeiros a serem atacados.
Em um mundo cada vez mais
dominado pela lógica do mercado, é essencial defender a arte como um bem comum,
que não pode ser reduzido a uma mercadoria. Em um mundo cada vez mais dominado
pelo tecnológico, é essencial defender uma arte que promova o encontro humano. O
teatro é uma arte da presença e tem a capacidade de tocar corações e mentes, de
questionar e transformar pessoas – ao menos quem faz – mas, para tanto, precisa
do apoio do Estado para continuar existindo e cumprindo seu papel na sociedade.
Políticas públicas como o aqui citado, Programa de Fomento ao Teatro para a
Cidade de São Paulo, é um bom exemplo e deve ser conhecido, pois é um
modelo possível de política pública – aliás, a partir dele, outras linguagens artísticas
lutaram e conquistaram também seus programas de fomento, como a dança, o circo
e mesmo toda um território, como o fomento à periferia. Cabe a nós, como
sociedade, reconhecer a importância dessas iniciativas e lutar para que elas se
ampliem e se disseminem em outras cidades, garantindo que a arte continue a ser
um direito de todos e um reflexo da nossa humanidade. Porto Velho, por exemplo,
tem uma lei que foi criada tomando como modelo o Programa de Fomento ao Teatro,
ainda em 2009, trata-se da Lei 1820/09. No entanto, a lei nunca foi regulamentada,
nunca saiu do papel. No entanto, a lei nunca foi regulamentada, nunca saiu do papel.
Talvez seja um bom momento para os artistas de teatro da capital conhecerem a
lei, fazer a comparação e lutar pelos devidos ajustes e sua regulamentação, já
que estamos em início de nova gestão.
domingo, 10 de novembro de 2024
A cultura de um tempo fluido
Adailtom
Alves Teixeira[1]
Se
como seres humanos somos o resultado cultural de onde fomos socializados
(Laraia, 2005), em um mundo globalizado, integrado por um único modo de
produção que regula nossas vidas, somos todos/as afetados e formados (postos na
forma) por esse tempo e sistema do qual não temos como nos desvincularmos.
Mesmo a crítica ou oposição, é feita a partir de um ponto de vista de dentro.
Como alerta Terry Eagleton: “Cultura é uma dessas raras ideias que têm sido tão
essenciais para a esquerda política quantos são vitais para a direita [...]”
(2005, p. 11). Mas nosso ponto aqui será as mudanças profundas realizadas pelo
capitalismo tardio.
Tanto
Zygmunt Bauman em Vidas Desperdiçadas (2005),
como Richard Sennett em A Cultura do Novo
Capitalismo (2006), apresentam uma crítica contundente à forma como a
sociedade contemporânea foi moldada pelo capitalismo tardio. Ao abordar a
fluidez e a volatilidade que caracterizam a modernidade atual, eles destacam
como as mudanças no trabalho, no chamado “talento” e no consumo afetaram
profundamente a vida humana. Essa transformação cultural, segundo ambos os
autores, não trouxe a tão prometida e propagandeada liberdade, mas, ao
contrário, aprisionou os indivíduos em novas formas de insegurança,
precariedade e alienação.
Sennett
descreve como a aceleração do tempo se tornou uma característica central da
vida moderna. Na cultura capitalista contemporânea, o tempo não é apenas um
recurso, mas um campo de batalha onde todos lutam para não ficarem para trás. A
lógica de mercado demanda que os trabalhadores migrem constantemente de uma
tarefa para outra, de um emprego para outro, de um lugar para outro. O
"ideal do artesanato", que valorizava a dedicação e o aprofundamento
em uma habilidade específica, foi relegado ao passado. Para Bauman, esse
deslocamento contínuo reflete a liquidez da modernidade, pois nesse nosso tempo
tudo é transitório e descartável, inclusive as pessoas.
O
tempo, que antes oferecia um senso de continuidade e planejamento (como nas
carreiras lineares do passado), tornou-se uma série de momentos fragmentados, em
que a acumulação de experiência ou conhecimento a longo prazo é desvalorizada.
O trabalhador deve ser flexível, capaz de se adaptar rapidamente a novas
demandas. Nesse cenário, a estabilidade e a profundidade dão lugar à superficialidade
e ao imediatismo.
A Crise do Artesanal
Para
Sennett, o novo capitalismo destrói o ideal do trabalho artesanal. Fazer algo
bem feito, simplesmente pelo prazer de fazê-lo, perdeu sentido em um contexto
onde o que importa é a capacidade de executar múltiplas tarefas, muitas vezes
desconectadas entre si. “A especialização profunda é substituída pela
"portabilidade de habilidades”, valorizando-se profissionais que podem ser
deslocados para diferentes funções sem muita preparação.
Bauman
complementa essa análise ao mostrar que, em um mundo governado pela lógica do
consumo, o valor do trabalho está atrelado à sua utilidade imediata e
descartabilidade. Se no passado havia um vínculo entre a identidade do
trabalhador e o seu ofício, hoje, essa relação é fragmentada. Os trabalhadores
tornaram-se meras engrenagens, peças substituíveis, sempre à mercê das demandas
do mercado.
Daí
a chamada modernidade líquida de Bauman, enfatizar o conceito de "vidas
desperdiçadas" ou refugos humanos. A aceleração do tempo e a
superficialidade no trabalho levam a um aumento no número de indivíduos
considerados descartáveis, ou como chamou Fernando Henrique Cardoso,
"inimpregáveis" – pessoas que, devido à sua idade, falta de
qualificação ou até mesmo obsolescência tecnológica, são descartadas pelo
sistema. Sennett reforça essa ideia ao observar que a lógica do capital
privilegia o jovem, flexível e barato, enquanto os mais velhos, com suas
habilidades que se tornam obsoletas rapidamente, são deixados de lado.
O
medo de se tornar supérfluo, redundante, isto é, refugo humano, assombra os
trabalhadores, que precisam constantemente requalificar-se para se manterem
relevantes. A incerteza e o medo se tornam os novos motores de uma economia que
demanda eficiência e lucratividade instantâneas. Desse modo, a criação de
espantalhos é outro aspecto desse problema, isto é, o outro, sobretudo o imigrante
para as economias desenvolvidas, passa a ser o inimigo de plantão.
Uma política para ser consumida
Sennett
também explora como o consumo permeia não apenas o mercado, mas todas as
esferas da vida, incluindo a política. Os cidadãos são tratados como
consumidores, cuja insatisfação é capitalizada para gerar lucros e manipular o
mercado político. Bauman identifica esse fenômeno como uma alienação extrema,
onde até mesmo os desejos e as aspirações das pessoas são moldados por uma
lógica consumista. A política torna-se um produto, com plataformas que mais se
assemelham a estratégias de marketing do que a ideais de transformação social.
Conforme salienta Sennett, cinco aspectos afastam o consumidor-espectador-cidadão
da política progressista: ele é
[...] (1) convidado a
aprovar plataformas políticas que mais parecem plataformas de produtos e (2)
diferenças laminadas a ouro; (3) convidado a esquecer a “retorcida madeira
humana” (como se referia a nós Immanuel Kant) e (4) dar crédito a políticas de
mais fácil utilização; (5) aceitar constantemente novos produtos políticos em
oferta (2006, p. 148).
Nesse
contexto, o engajamento político autêntico é corroído, pois os cidadãos-consumidores
tornam-se passivos, movidos mais pelo desejo de satisfação imediata do que pela
reflexão crítica. A democracia, assim, é simplificada e diluída,
transformando-se em um espetáculo onde a participação se resume a um
"comprar" simbólico de ideias políticas, muitas vezes já mastigadas e
pré-formatadas para fácil digestão.
Uma falsa liberdade para consumo
Os
defensores do novo capitalismo argumentam que ele oferece maior liberdade, mas
tanto Bauman quanto Sennett discordam. A liberdade prometida é ilusória: em vez
de promover uma autonomia real, ela aprisiona os indivíduos em um ciclo
constante de consumo e atualização. A liberdade de escolha, evidentemente, é
superficial, pois, na prática, as opções são limitadas às mercadorias e às
experiências oferecidas pelo mercado, seja ele de um novo governo, seja de um
novo mundo.
A
"paixão consumptiva", como Sennett descreve, reflete a necessidade constante
de buscar algo novo, mesmo que esse algo não satisfaça plenamente. No entanto,
essa busca constante é, paradoxalmente, uma fonte de alienação e solidão. A
frustração gerada pela insaciabilidade do consumo é frequentemente canalizada
para o campo político, criando um ambiente onde o populismo e as respostas
simplistas ganham força.
Considerações finais
A
reflexão sobre a cultura no capitalismo contemporâneo, a partir de Bauman e
Sennett, revela um cenário sombrio: um mundo onde o tempo é acelerado, o
talento é descartável, e o consumo se tornou o único paradigma válido. A
promessa de liberdade e progresso se desfaz diante de uma realidade em que os
indivíduos são constantemente substituídos, descartados e manipulados. Assim, o
capitalismo tardio não trouxe a liberdade que prometia, mas sim uma sociedade
mais fragmentada, onde as vidas são desperdiçadas em nome de um progresso que
serve apenas a uma elite cada vez mais rica. Kohei Saito em O capital no antropoceno afirma que “[...]
que os 26 capitalistas mais ricos do mundo controlam tanta riqueza quanto os
3,8 bilhões mais pobres (aproximadamente metade da população mundial)” (2024,
p. 143).
Medo,
por rumarmos ao desconhecido e por estarmos pressionados pelo iminente descarte,
nos sobra a ânsia de mergulhar cada vez mais fundo no mundo das mercadorias,
seja ela reais ou simbólicas:
Em suma, as mercadorias
encarnam a derradeira falta de razão e a capacidade que as escolhas têm de
serem revogáveis, assim como a extrema descartabilidade dos objetos escolhidos.
Mais importante ainda, parecem colocar-nos no controle. Somos nós, os
consumidores, que traçamos a linha divisória entre o útil e o refugo. Tendo por
parceiras as mercadorias, podemos deixar de nos preocuparmos em terminar na
lata de lixo (Bauman, 2005, p. 161).
Ao
final, se temos todos/as nos tornado meros consumidores/as, resta-nos a
pergunta: é possível resgatar um sentido de pertencimento e propósito em um
mundo que valoriza mais o efêmero do que o duradouro? Teremos capacidade de
realizarmos as mudanças necessárias? Fato é que é mais que necessário repensar
radicalmente as estruturas que regem nossas vidas, antes que nos tornemos,
todos, meros consumidores em um espetáculo sem fim.
Referências
BAUMAN,
Zygmunt. Vidas desperdiçadas. Trad.:
Carlos Alberto Medeiros. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
EAGLETON,
Terry. A ideia de cultura. Trad.:
Sandra Castello Branco. São Paulo: EdUnesp, 2005.
LARAIA,
Roque de Barros. Cultura: um conceito
antropológico. 18ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005.
SAITO,
Kohei. O capital no antropoceno.
Trad.: Caroline M. Gomes. São Paulo: Boitempo, 2024.
SENNETT, Richard. A cultura do novo capitalismo. Trad.:
Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Record, 2006.
[1] Professor adjunto da Universidade Federal
de Rondônia (UNIR). Doutor e Mestre em Artes pelo Instituto de Artes da
Universidade Estadual Paulista (Unesp); graduado em História; autor dos livros Circo Teatro Palombar: somos
periferia; potência criativa (Fala, 2024), Teatro de rua: identidade,
território (Giostri, 2020) e coorganizador de Paky`op: experiência,
travessias, práxis cênica e docência em teatro (Edufro, 2022).
quinta-feira, 5 de setembro de 2024
Carta de Solidariedade ao Grupo de Teatro Wankabuki
Carta de Solidariedade ao Grupo de Teatro Wankabuki
Rondônia, setembro de 2024
Amigos/as do Grupo de Teatro
Wankabuki,
É
com profunda indignação e tristeza que recebemos as notícias recentes sobre as
tentativas de cerceamento e perseguição ao trabalho de vocês, motivadas por uma
onda de pânico moral injusta e equivocada e que, infelizmente, grassa em nossa
sociedade. Em um país onde a Constituição Federal, no artigo 5º, inciso IX,
garante a livre expressão artística, é inadmissível que um coletivo cultural
com tamanha relevância para Vilhena e todo o estado seja alvo de ataques que
violam esse direito fundamental.
O
Grupo de Teatro Wankabuki, com mais de duas décadas de dedicação à cultura do
estado de Rondônia, tem contribuído para o enriquecimento de nossa cultura,
seja por meio da produção de espetáculos teatrais, seja pela realização do
Festival Amazônico de Teatro, debates, entre outras ações. A criação da Escola
Livre de Teatro é mais um exemplo do claro do compromisso de vocês com a
formação de novos artistas e o fortalecimento do cenário cultural local. A
iniciativa de oferecer um espaço para que a arte floresça, independentemente
das correntes ideológicas que a sociedade impõe, merece ser celebrada, não
condenada. Cabe lembrar que nenhuma sociedade civilizada prescindiu da arte,
que sempre impulsionou a humanidade em direção ao senso crítico e à
sensibilização; toda arte é um meio de conhecimento da realidade e da condição
humana no mundo.
Por
isso, toda manifestação artística ou mesmo um simples exercício no processo de
aprendizagem, não deve ser motivo de perseguição, mas sim de reflexão. A arte
tem o poder de questionar, provocar e transformar. É por meio desses
questionamentos que a sociedade avança, confrontando suas próprias contradições
e limitações. Lamentavelmente, ao invés de valorizar essa contribuição
essencial do campo artístico, setores da nossa sociedade preferem alimentar o
pânico moral, que só serve para empobrecer o debate público e limitar a
liberdade criativa.
Neste
momento difícil, saibam que vocês não estão sozinhos(as). Acreditamos
firmemente no valor do trabalho desenvolvido pelo Wankabuki e na importância de
uma sociedade onde a diversidade de vozes e expressões artísticas possa
prosperar livremente. Estamos juntos(as) na defesa do direito à liberdade de
expressão artística, na resistência contra a censura e na promoção de uma
cultura mais justa e inclusiva.
Com
solidariedade e admiração,
1. Adailtom
Alves Teixeira – professor do Curso Licenciatura em Teatro/UNIR
2. Teatro
Ruante – Porto Velho/RO
3. Selma
Pavanelli – Conselheira de Cultura do Estado – Setorial Circo
4. Alexandre
Falcão de Araújo - professor do Curso de Licenciatura em Teatro/UNIR
5. Laudemir
P. Santos (Lau Santos). Artista da Cena e Professor do Curso de Licenciatura em
Teatro/UNIR
6. Luiz
Daniel Lerro – professor do Curso Licenciatura em Teatro/UNIR
7. Jória
Lima – Associação Cultural Anômade. Porto Velho
8. Frank
Busatto – Artista de artes visuais
9. Associação
Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Diversidade
Amazônica (ACEMDA)
10. Associação Coletivo Madeirista – ACME
11. Andréa Melo – Coletivo Gaia
12. Poliana Espíndola – professora e representante
da Setorial de Artes Visuais, CMPC de Porto Velho
13. Marfiza
de França - cantora/produtora cultural - Movimento Pró-Cultura Rondônia
14. Édier
William - Produtor Cultural
15. Francisco
Leilson Chicão/ presidente Federação Rondoniense do Artesanato
16. Sindicato
dos Artistas e técnicos em Espetáculos de Diversões de Rondônia – Sated/RO
17. Associação
de Artes e Cultura Arterial
18. O
Imaginário - Porto Velho - RO
19. Taquara
Produções LTDA, Porto Velho - Rondônia
20. Cultura
Rock Underground - Ji-Paraná – RO
21. Walterlina
Brasil - Docente Titular Curso Pedagogia/UNIR e atriz
22. Izabela
Lima – cantora e produtora cultural (Porto Velho)
23. Leoni
Taurino – Presidente da Associação dos Artesãos de Pimenta Bueno, Conselheira
da cultura e conselheira de Turismo
24. Helionice
de Moura Silva - Presidente da ASELCI - Rolim de Moura
25. João Marcos
Pancoti de França – Cantor, Compositor, Professor de música
26. Taiane Sales Nunes - artista e produtora
cultural, Porto Velho
27. Berenice Perpetua Simão - Presidente do
Conselho Municipal de Políticas Culturais de P. Velho/RO
28. Joaquim
Lopes Louredo - Dirigente sindical dos Urbanitários de Rondônia
29. Naviola
Banda
30. Val
Barbosa - artista e Produtora Cultural
31. Andressa Batista - produtora cultural
32. Ponto
de Cultura, Memória, Leitura e Mídia Livre Serpentário Produções
33. Produz
Filmes – Rolim de Moura
34. Grupo
Jurubebas de Teatro - Manaus/AM
35. Fada
Inad – Ji-Paraná/RO
36. Associação
Waraji – Guajará-Mirim
37. Suely Rodrigues – produtora cultural e diretora da Associação Cultural Raízes do Porto
Apoios
de outros estados:
RBTR - Rede Brasileira de Teatro de Rua
1 Amora
Balaio Criativo - Santo André/SP
2 Árvore Casa
das Artes - Vitória/ES
3 Associação
Cultural Bigorna/RJ
4 Associação
Nacional dos Títeres do Teatro Lambe-Lambe
5 Associação
Pano de Roda - MG
6 Bando
Golíardis - São Paulo/SP
7 Boca Suja
Coletivo de Rua e Mostra de Performance na Rua - MS
8 Bonita
Lampião - São Paulo/SP
9 Brava
Companhia - São Paulo/SP
10 Bugiganga de
Artes - São Paulo/SP
11 Cafi Otta -
São Paulo - SP
12 Casa Vermelha
- SC
13 Centro de
experimentação artístico e Cultural Encanto dos Alagados - AP
14 Centro de
Pesquisa para o Teatro de Rua Rubens Brito - SP
15 CETA - Centro
Experimental de Teatro e Artes - Nova Iguaçu/RJ
16 CHAP - RJ
17 Cia 2 em Cena
- Recife/PE
18 Cia As Marias
- SBC/SP
19 Cia Bornal de
Bugigangas - Assis/SP
20 Cia Chirulico
- Macaé/RJ
21 Cia
Circunstância - Belo Horizonte/MG
22 Cia Colcha de
Retalhos - São Paulo/SP
23 Cia Cultural
Ciranduís - Janduís/RN
24 Cia de Teatro
Madalenas - Belém/PA
25 Cia de Teatro
Nu Escuro - Goiânia/GO
26 Cia de Teatro
Soluar - João Pessoa/PB
27 Cia Estável
de Teatro - São Paulo/SP
28 Cia Fábrica
SP - Peruíbe/SP
29 Cia Forrobodó
de Teatro - João Pessoa/ PB
30 Cia KHAOS
Cênica - Canoas - RS
31 Cia Lá de
Casa de Circo, Teatro e Educação - Sorocaba-SP
32 Cia LaCasa –
Maceió/AL
33 Cia Lamparim
de Circo e Teatro - Quixeramobim/CE
34 Cia MiraMundo
- São Luís/MA
35 Cia Mundu
Rodá - São Paulo
36 Cia Nega
Luzia - São Paulo
37 Cia Opinião -
SP
38 Cia Pituã -
ES
39 Cia Sorteio
de Contos - Belém/Pa
40 Cia Teatro
dos Ventos - Osasco-SP
41 Cia Teatro Em
Cordel - Edmilson Santini - RJ
42 Cia Visse e
Versa de Ação Cênica - Rio Branco - Acre
43 Cia
Vulcânicas - São Paulo - SP
44 Circo
Pratodos - Mariana/MG
45 Circo Teatro
Capixaba - Colatina/ES
46 Circo Teatro
Palombar - São Paulo/SP
47 Circovolante
- Mariana/MG
48 Cirquinho do
Revirado - Criciúma/SC
49 Coletivo
Casarão do Boneco - Belém/PA
50 Coletivo
CLanDesTino - Dourados/MS.
51 Coletivo Fulô
- Crato - CE
52 Como La em
Casa Teatro & Cia Bella - SP/SP
53 Consuarte
ltda - PE
54 Corpos &
Sombras - teatro e circo - Novo Hamburgo -RS
55 Duo Caponata-
Sorocaba/SP
56 Dzaine
Produções João Pessoa PB
57 Ecoaecoa
Coletivo - Porto Alegre/RS
58 ERRO Grupo -
Florianópolis - SC
59 Escarcéu de
Teatro - Mossoró/RN;
60 Eslipa - Rio
de Janeiro/RJ
61 Esquadrão da
Vida - DF
62 Fábrica de
Teatro do Oprimido - Londrina-PR
63 Fanfarrosas -
São Paulo
64 Fátima
Sobrinho - Belém/Pa
65 Federação de
Teatro do Acre- FETAC /AC
66 Flor e
Espinho - Campo Grande/MS
67 Gira Cia
Andante - Miguel Pereira/RJ
68 Grupo A
Pombagem - Salvador-Ba
69 Grupo Casa3 -
Guarujá-SP
70 Grupo
Cutucurim - Angra dos Reis-RJ
71 Grupo de
teatro De Pernas Pro Ar - Canoas/RS
72 Grupo de
Teatro de Rua Loucos e Oprimidos da Maciel - Recife/PE
73 Grupo de
Teatro Quem Tem Boca é Pra Gritar - João Pessoa-PB
74 Grupo de
Teatro Revirado - SC
75 Grupo
exército Contra Nada
76 Grupo
Experimental de Artes Vivarte Acre e Casa de Cultura Vivarte - Acre
77 Grupo Glacê -
Guarulhos -SP
78 Grupo GRUTTA
- Tangará da Serra/MT
79 Grupo
Konga/RJ
80 Grupo Mãe da
Rua - São Paulo
81 Grupo
Manjericão - Porto Alegre/RS
82 Grupo
Máscaras - Guaranésia - MG
83 Grupo OffSina
- Rio de Janeiro - RJ
84 Grupo Olho
Rasteiro - Curitiba/PR
85 Grupo Pombas
Urbanas - São Paulo/SP
86 Grupo
Populacho - Guarulhos/SP
87 Grupo Put's
de Teatro - Toledo/PR
88 Grupo Rosa
dos Ventos- Presidente Prudente SP
89 Grupo TAMTAN
- Tanquinho-Bahia.
90 Grupo Teatral
De 4 No Ato - Rio de Janeiro/RJ
91 Grupo teatral
Hemisfério
92 Grupo Teatro
de Caretas - CE
93 Grupo TIA -
Canoas-RS
94 Grupo Ueba – Caxias
do Sul-RS
95 Grupo Xingó -
São Paulo/SP
96 Impacto
Agasias Grupo de Teatro - São Paulo/SP
97 Instituto
Potiguar de Cultura e Cidadania - RN
98 Ivanildo
Piccoli - Brincantuar CNPq Ufal
99 Lacarta Circo
Teatro de Rua - ES
100 Licko Turle - PELE
NEGRA - Salvador/BA
101 Locômbia
Teatro, Cantá, Roraima
102 Mamulengo
Rasga Estrada - Presidente Prudente - SP
103 Mamulengo Riso
Frouxo - São Paulo
104 Mamulengo Sem
Fronteiras - DF
105 MARL –
Movimento de Artistas de Rua de Londrina / PR
106 Movimento
Cabuçu - Guarulhos - SP
107 Nativos terra
rasgada - Sorocaba/SP
108 Nóis de Teatro
- Fortaleza/CE
109 Núcleo Aclowndemia
de Palhaçaria - Sorocaba/SP
110 Núcleo Ás de
Paus - Londrina-PR
111 Núcleo
Pavanelli - Tatuí/SP
112 Núcleo Sem
Drama Na Cia da Cabra Orelana - São Paulo/SP
113 O Buraco
d'Oraculo - São Paulo/SP
114 O Pessoal do
Tarará - Mossoró/RN
115 OIgalê
Cooperativa de Artistas Teatrais - RS
116 Os Mamatchas -
Morón/Buenos Aires
117 Oskaraveyo,
Ricardo Pavão Rio de Janeiro/ Uberlândia MG
118 Palhaço Piruá
- Natal - RN
119 Palhaços
Pindaiba - MG
120 Palhaços
Trovadores - Belém/Pa
121 Povo da Rua -
Porto Alegre/RS
122 Rué La
Companhia- Guarulhos/SP
123 Salmonela
Urbana Cia- Curitiba-PR
124 Será O
Benedito?! / RJ
125 Som na Linha -
Presidente Prudente/SP
126 Teatro de
Rocokóz - São Paulo/SP
127 Teatro de
Trincheira - Caraguatatuba - SP
128 Teatro em
Trâmite - Florianópolis/SC
129 Teatro
Imaginário Maracangalha - Campo Grande MS
130 Teatro
Itinerante RJ (Marcondes Mesqueu)
131 Teatro Widia -
Santos/SP
132 Tribo de
Atuadores Ói Nóis Aqui Traveis - Poa/RS
133 Troupe Teatral
Espantalho - Arcoverde-PE
134 Trupe Arlequin
- PB
135 Trupe Circuluz
- Olinda - PE
136 Trupe Olho da
Rua - Santos-SP
137 Trupe Será o
Benedito - Caicó/RN
138 Turma Em Cena
- RJ